O tempo é um eterno fugitivo, por isso, a vida deve ser intensa e a intensidade de viver advém de valores benéficos a sua continuidade, pois o dia seguinte está por amadurecer e deverá ser vivido com a mesma intensidade de hoje. Tempus Fugit, Carpe Diem.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

SER CRÍTICO III – AS BOAS PRÁTICAS


Falar de boas praticas no ambiente da crítica é uma tarefa muito complexa. A crítica se vale da hermenêutica e da exegese dos fatos e ações dos seres humanos nas diversas áreas da atuação dos mesmos.

Se sou um político, deverei tomar cuidado com as vantagens e facilidades que outros me ofereçam, tanto colegas de função pública, quanto indivíduos ou empresas da iniciativa privada, é a famosa cilada. Da mesma forma, devo cuidar das ações ofensivas, ou seja, as propostas e apoios a projetos de lei ou coisa semelhante, a reputação de um político pode ser depreciada intramuros ou publicamente. É mais fácil recompor a imagem maculada somente em público, do que entre os pares. E, finalmente, não podemos esquecer-nos, ou seja, das nossas limitações ou do ponto de equilíbrio emocional. Nunca somos a maravilha que pensamos ser, muito menos sabemos usar os conhecimentos que adquirimos como supomos saber. Somos o nosso maior adversário se formos previsíveis aos outros, mas imprevisíveis a nós mesmos.

Se olharmos criticamente para o parágrafo acima, podemos verificar uma espécie de regra geral, aplicável em qualquer grupo social de trabalho ou não. Como crítico, não creio em regras e mandamentos, esquemas ou similares que possam ajudar a qualquer pessoa a ter boas práticas de convivência e sucesso. Existe um grande mercado de autoajuda, mas não tenho interesse por condicionar seres humanos em gaiolas, sou um treinador de homens que desejam voar, que não sabem viver engaiolados.

A regra geral é principiológica, por tanto, precisa ser pensada criticamente sempre e diante de qualquer fato ou ação, mesmo que sejam iguais a muitos outros já vivenciados. A água de um rio nunca é a mesma.

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