Falar de boas praticas no ambiente da crítica é uma tarefa
muito complexa. A crítica se vale da hermenêutica e da exegese dos fatos e
ações dos seres humanos nas diversas áreas da atuação dos mesmos.
Se sou um político, deverei tomar cuidado com as vantagens e
facilidades que outros me ofereçam, tanto colegas de função pública, quanto
indivíduos ou empresas da iniciativa privada, é a famosa cilada. Da mesma
forma, devo cuidar das ações ofensivas, ou seja, as propostas e apoios a
projetos de lei ou coisa semelhante, a reputação de um político pode ser
depreciada intramuros ou publicamente. É mais fácil recompor a imagem maculada
somente em público, do que entre os pares. E, finalmente, não podemos
esquecer-nos, ou seja, das nossas limitações ou do ponto de equilíbrio
emocional. Nunca somos a maravilha que pensamos ser, muito menos sabemos usar
os conhecimentos que adquirimos como supomos saber. Somos o nosso maior
adversário se formos previsíveis aos outros, mas imprevisíveis a nós mesmos.
Se olharmos criticamente para o parágrafo acima, podemos
verificar uma espécie de regra geral, aplicável em qualquer grupo social de
trabalho ou não. Como crítico, não creio em regras e mandamentos, esquemas ou
similares que possam ajudar a qualquer pessoa a ter boas práticas de
convivência e sucesso. Existe um grande mercado de autoajuda, mas não tenho
interesse por condicionar seres humanos em gaiolas, sou um treinador de homens
que desejam voar, que não sabem viver engaiolados.
A regra geral é principiológica, por tanto, precisa ser pensada
criticamente sempre e diante de qualquer fato ou ação, mesmo que sejam iguais a
muitos outros já vivenciados. A água de um rio nunca é a mesma.
Nenhum comentário:
Postar um comentário