Publicado no OESP – ON-LINE, em 15.02.2012
Autor: José Jorge Ribeiro da Silva; jjribeiros@yahoo.com.br; Campinas, SP
A mágoa e a raiva mal disfarçada que possamos sentir pelo
nosso próprio país, podem se tornar elementos norteadores das políticas que
adotamos em determinados momentos. Contar com o patriotismo dos palanques
eleitorais parece mera retórica e pirotecnia linguística, quando vemos o bom
coração do/da governante ceder sempre em favor dos "de fora" em
detrimento dos "de dentro". Assim foi com os bolivianos que herdaram
refinaria montada pela Petrobrás e paga com dinheiro dos brasileiros; o
compartilhar de investimentos em Cuba deixando nossos portos a ver navios,
literalmente. Jamais me oporia apoiar quaisquer medidas benéficas em países
depauperados por seus ladinos governantes, caso visse o melhor exemplo de
empreendimento funcionando primeiramente em minha casa. Projetar a imagem de
excelente governante(anta) aos de fora, sem antes fazer o dever de casa, pode
soar uma vingança subliminar ao país que agora vai pagar pelo que fez a minha
pessoa e aos meus "cumpanheros" em outra épocas. Humilhações e
sofrimentos que nos são impostos em idade que não nos permite discernir
claramente de qual lado habita o mal (político ou social) podem nos tornar
cínicos e discretamente vingativos aos nossos compatriotas, ainda que
disfarçados de pessoas de bem, altruístas e amantes do próximo, em nossas
decisões governamentais. O divã bem que poderia ser aplicado, sem neuras!
Um comentário:
Faz parte (descrição precisa) do processo esquizofrenizante em que fomos colocados, expostos, submetidos, pelos "governantes" de qualquer escala, altura, profundidade, nível, espécie, gênero, degrau (etc). Palavra-chave: INCLUSÃO/REJEIÇÃO ! ! !
Sobre o assunto há boas e extensas pesquisas, como, p. ex. Boaventura de Sousa Santos.
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