É uma pergunta objetiva, que
exigiria uma resposta, também, objetiva. Contudo, não existe uma resposta
objetiva e é necessário fazer-se um exercício lógico para uma possível
conclusão, ainda que no campo da probabilidade.
Iniciemos com alguns
questionamentos rápidos: De onde eles surgem? Não sabemos; ninguém denunciou
qualquer tipo de deslocamento suspeito. Para onde vão após a missão cumprida,
ou seja, o vandalismo? Ninguém sabe. Já ocorreu no Rio de Janeiro alguma
manifestação do tipo, violenta e com ataque aos bancos? Não, não se quebram
bancos no Rio de Janeiro. Por que só aparecem após a concentração de
manifestações legítimas e pacíficas com propósitos únicos de agredir a Polícia
Militar do Estado, quebrar vidraças de bancos com pedras e incendiar lixo nas
vias públicas? Não sabemos. Quantos foram presos, identificados e respondendo a
inquérito policial? Nenhum que seja de conhecimento público. Por que os
serviços de inteligência das polícias e do MPE/RJ estão inertes? Não se sabe.
Com certeza os vândalos são a
maior ameaça às manifestações pacíficas que colocam os governos em “saia bem
justa”. Os vândalos dão e são o motivo teórico da Polícia Militar agir como se
estivesse em senário de guerra.
Decerto que, silentemente, os
governos vão deixando as manifestações de lado e focando no vandalismo e, curiosamente,
a grande mídia caminha na mesma direção. Embora seja dito que as manifestações
são pacíficas, não se perde mais do que o tempo para a afirmação: “a
manifestação começou pacífica” ou “a manifestação pacífica” e, de imediato,
passam e repassam as cenas de violência e vandalismo.
Os governantes estão tentando
através da mídia, jogar a “conta” das manifestações e da greve dos professores nos
partidos de esquerda. Esqueceram que os partidos de esquerda no Rio de Janeiro é
que aderiram ao movimento dos professores e não só os de esquerda. Os partidos
que apoiaram as manifestações são representados por pessoas pacifistas,
intelectuais em sua grande maioria e estavam marchando junto com os professores
desde o início das manifestações.
Talvez possa-se perguntar ao jornalista
norte-americano Glenn Greenwald, ou diretamente a Agência de Segurança
Americana – NSA, já que as agências de inteligência brasileiras não se importam
com o vandalismo urbano, que tem como único objetivo mobilizar as forças
policiais para calar, dispersar e desencorajar movimentos populares
inteiramente legítimos e importantes para a sociedade.
Enfim, para não passar-se por
imbecil, deve-se continuar a questionar sobre esses “meninos levados”. Quem
paga os salários dos “molequinhos”? Será que têm família? Vivem em comunidades
carentes? Seriam narcotraficantes? O que nunca se pensou, nem de longe, é que
os vândalos seriam “agentes” governamentais infiltrados para dar um ponto final
às manifestações populares e a democracia no Estado do Rio de Janeiro. Isso
jamais!
Wagner Winter em 09/10/2013
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